Para descobrir quanto guardar, comece pelo valor da meta, pelo que já tem e pelo prazo. Só depois acrescente uma hipótese de rendimento. Assim você enxerga o esforço necessário e não faz o plano depender de uma rentabilidade incerta.

Primeiro, faça a conta sem juros

Uma meta de R$ 12.000 em 24 meses, começando do zero e sem rendimento, exige R$ 500 por mês. Se já houver R$ 3.000 separados, faltam R$ 9.000: o aporte cai para R$ 375. Essa é uma referência simples, sem impostos ou inflação.

Se o aporte não couber, as alternativas são rever o valor da meta, ampliar o prazo ou encontrar espaço no orçamento. Aumentar a taxa na simulação apenas para obter um número confortável não resolve a restrição real.

O que os juros compostos acrescentam

Nos juros compostos, o rendimento passa a fazer parte do saldo que rende nos períodos seguintes. Sem aportes, a fórmula é capital × (1 + taxa) elevado ao número de períodos. Taxa e período devem ter a mesma unidade.

Exemplo hipotético: R$ 1.000 a 1% ao mês, por dois meses, tornam-se R$ 1.010 no primeiro e R$ 1.020,10 no segundo, antes de impostos e custos. Os R$ 0,10 adicionais vêm do rendimento sobre o primeiro rendimento.

A data do aporte muda o resultado

Guardar R$ 100 no fim de cada mês a uma taxa hipotética de 1% mensal, por 12 meses, resulta em aproximadamente R$ 1.268,25 antes de impostos e custos. Foram depositados R$ 1.200; a diferença é rendimento. O último aporte ainda não rende nesse instante.

Um aporte no início do mês tem mais tempo para render. Por isso, compare simuladores apenas depois de conferir a convenção usada. Para reproduzir o exemplo na ferramenta, use capital inicial zero, aporte de R$ 100, 12 meses e 1% ao mês, ignorando IR e inflação somente neste exemplo didático.

Taxa mensal e anual não são intercambiáveis

1% ao mês equivale a aproximadamente 12,68% ao ano por composição: (1,01 elevado a 12) − 1. Não equivale exatamente a 12% ao ano. Da mesma forma, dividir uma taxa anual por 12 é uma aproximação, não a conversão composta exata.

Faça um plano que resista a mudanças

Compare um cenário sem rendimento, outro conservador e um terceiro com atraso nos aportes. Observe quanto do saldo vem do seu dinheiro e quanto depende de rendimento. Se o prazo for longo, reveja também a meta em poder de compra.

O resultado líquido pode ser menor por impostos e custos. Uma taxa constante é uma hipótese de cálculo, não previsão do mercado. Reavalie o plano periodicamente e mantenha a reserva para emergências separada de metas que podem esperar.

DO EXEMPLO À SUA REALIDADE

Agora, use seus números

No modo de meta, coloque objetivo, prazo e valor inicial. Compare uma taxa conservadora com taxa zero; confira também inflação e impostos nas opções da ferramenta.

Simular minha meta

Fontes e consulta

Fontes consultadas em 18/09/2026. Exemplos numéricos são didáticos e não representam ofertas.

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